sábado, 18 de fevereiro de 2012

BUSCAI PRIMEIRO O REINO DE DEUS
MATEUS 6.33

“Buscai primeiro o Reino de Deus”. É o conselho de Jesus; é a vontade de Jesus. É uma palavra para os discípulos, que talvez, ainda não tinham entendido as características e exigências do Reino.
Para os discípulos, Jesus ensina que o Reino deve fazer parte integrante das suas petições: “venha o teu Reino”. Houve um tempo que Deus reinou em Israel, mas o povo decidiu pedir um rei. Então, Israel não estava ouvindo algo que eles mesmos não experimentaram.
O que se apresentou como novo foi a forma do Reino: é o Reino pela palavra (Lc 4.43); é o Reino que liberta (Mt 12.28); há uma percepção toda especial que se exige dos candidatos ao Reino (Mt 18.1-4).
Para Nicodemos Jesus ensinou que é preciso nascer de novo para fazer parte do Reino (Jo 3.3). Nicodemos não entendeu nada, e viajou... (v.4); Jesus fez Nicodemos por os pés no chão (v.5).
O Reino é um bem especial para os humildes de espírito (Mt 5.3); o Reino é o bem dos que são perseguidos porque são crentes (Mt 5.10).
Jesus tinha apenas um conselho para os discípulos: Buscai primeiro o Reino de Deus.

I – QUEM BUSCAR O REINO DEVE SABER RENUNCIAR (MATEUS 8.18-22)

1. A proposta é renunciar. Um escriba queria seguir Jesus, mas devia saber que a coisa não seria tão confortável, como talvez, ele estivesse acostumado. Jesus não diz não ao escriba, apenas diz como as coisas serão de fato (v.19,20).
2. Mesmo nos parecendo insensível da parte de Jesus, a urgência da hora não permitia a participação em um velório (ou luto) de vários dias. Vejam: “O luto é estabelecido por etapas: a primeira etapa (Shivá), dura sete dias e é considerada a etapa mais intensa, na qual a pessoa tem o direito de recolher-se com sua família. A Segunda etapa (Shloshim), que dura trinta dias, tem a finalidade de estabelecer um período maior para a elaboração do luto. Já a terceira etapa, tem a duração de um ano e é designada, principalmente, para os filhos que perderam seus pais. Enfim, o luto judaico é caracterizado por fases que favorecem a expressão da dor, a elaboração da morte e, por fim, a volta do enlutado à vida da comunidade” (Internet). Não sei se Jesus teria que esperar tanto tempo; só sei que Ele não podia (v.22).
3. A renúncia é parte integrante dos quesitos para fazer parte do Reino. Muitos não entram de vez no Reino porque ficam velando os seus mortos. Velando as suas antigas fotos.
4. Quem buscar o Reino deve estar pronto para renunciar.

II – QUEM BUSCAR O REINO GANHA UMA NOVA FAMÍLIA (MATEUS 12.46-50)

1. Existe um tipo de família que transcende laços de consangüinidade: é a igreja. É o que Jesus nos ensina, a partir de um incidente familiar (v.46-48).
2. Mais uma vez parece que Jesus se mostrava insensível, mas na verdade o que ele estava fazendo, era usar o incidente para falar da Sua outra família.
3. Jesus disse ao “alguém” (v.47), que possivelmente não fosse discípulo, não fazia parte da Sua outra família; que ele estava enganado, pois Sua mãe e irmãos já estavam ali com Ele: “Eis minha mãe e meus irmãos” (v.49).
4. Para fazer parte da família de Jesus é preciso fazer a vontade do Pai celeste. Aquele que não quer fazer a vontade do Pai celestial, mesmo que more na casa, não passará de um serviçal. Nenhum serviçal herda com o filho.
5. Na oração Jesus disse aos discípulos que orassem que a vontade de Deus fosse feita na terra e no céu. Questão de soberania. Mas podemos também entender que a vontade de Deus deve ser feita da mesma maneira em nossas vidas. Novamente, questão de soberania.
6. Não é demais lembrarmos que fazer parte da família de Deus, significa que devemos total submissão ao nosso Pai celestial. Não sei qual tem sido o grau de submissão que temos em relação a Deus. Pense por si mesmo!
7. Mas sabemos o que Jesus ensinou: “Buscai primeiro o Reino de Deus”. Quem fizer isso fará parte de uma nova família.



III – QUEM BUSCAR O REINO ENTRARÁ NAS BODAS (MATEUS 25.1-10)

1. O subtítulo diz: entrará nas bodas. Mas o texto explica que não se entra de qualquer jeito, de qualquer maneira. O texto ensina que não se deve dormir ‘no ponto’ e deixar passar do tempo e da hora.
2. E o noivo está demorando... e aí, todas caíram no sono (v.5). Nenhum problema. A crítica da parábola não está no sono das virgens, mas no desleixo, no descaso, na imprudência de cinco delas.
3. O noivo tardou, mas veio. Não é assim que à vezes pensamos também? Que o noivo está demorando muito?
4. Quando o noivo chegou surpreendeu a todas, mas cinco estavam com as suas lâmpadas devidamente preparadas; estas puderam entrar para as bodas (“e fechou-se a porta”.
5. Mas as outras cinco, que fizeram pouco caso do compromisso, chegaram ‘mais tarde’. Elas deixaram passar o tempo e a hora. Aí, não adiantou chorar o azeite derramado! O noivo disse que não queria as suas companhias (v.12).
6. Quem buscar primeiro o Reino entrará nas bodas, então tudo será só alegria (Ler Ap 19. 6-9).

CONCLUSÃO
Que possamos deixar Deus trabalhar as áreas que exigem renúncias de nossa parte;
Que saibamos valorizar a nova família que passamos a fazer parte quando entramos no Reino;
Que nunca nos esqueçamos do que Jesus ensinou aos discípulos e a todos nós: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (Mateus 25.13).

Pr. Eli da Rocha Silva
19/02/2012 – Igreja Batista em Jardim Helena – S. Paulo - SP

sábado, 31 de dezembro de 2011

PREOCUPAÇÕES E DESPREOCUPAÇÕES CRISTÃS
MATEUS 6.32a-33


I- A DESPREOCUPAÇÃO EM SABER DO REINO


1. Jesus nos faz ver, pensar e saber, que nos preocupamos com muitas coisas que não podemos resolver. Por outro lado, pode haver em nós muita despreocupação com as coisas que verdadeiramente deveríamos nos preocupar.
2. Em relação às necessidades naturais, Jesus nos faz saber o que o Pai sabe a respeito de nós: que necessitamos de todas elas (v.32 a).
3. Jesus nos faz saber o que o Pai sabe a respeito de nós, para que não achemos que Deus não sabe do que precisamos, e que Ele não tem cuidado de nós.
4. O muito cuidado com as coisas que não deveriam nos preocupar, roubam o tempo que deveria ser investido no que deve preocupar mais.
5. Para Jesus a preocupação maior deve ser em busca o reino de Deus em primeiro lugar. Não sei em que grau os crentes têm buscado primeiro o Reino; não sei também em que grau está o interesse dos crentes pelo Reino; já não sei também se de fato os crentes estão preocupados em saber do Reino ou não.
6. Pelas minhas observações, tem muito crente que não está ligando a mínima para o Reino. Digo que Deus não ligará a mínima para os que desprezaram o Seu Reino. Deus não vai chorar o leite derramado!
7. A vida no Reino deve obedecer às regras do Soberano. Digo também, que as regras do Reino são colocadas diante dos súditos pela igreja. A igreja é a agência conhecida do Reino. A negação da igreja e das regras do Reino trará à luz quem serve a Deus e quem não serve (Ml 3.18).
8. O próprio sentido do Reino trará também à luz quem serve para Deus e quem não serve para Deus. Se quisermos ser crentes que valham à pena, devemos querer servir ao Reino, sendo úteis no serviço aos nossos irmãos.
9. Outra opção é ser crente qualquer, ou, qualquer coisa crente, ou, qualquer nada que seja, ou, agir como se fosse não sendo nada, ou, sei lá o quê, ou, imagine você mesmo!
10. Lamento ter que dizer! Estamos vivendo um tempo de igreja onde muitos crentes não estão muito ligados no que Deus quer ou não, no que Ele pensa ou deixa de pensar.


II – AOS PREOCUPADOS COM O REINO

1. Eu gosto muito da figura do remanescente. Deus ama o remanescente. O remanescente é o pequeno grupo com o qual Deus pode contar.
2. Deus não conta com as grandes massas; talvez não conte cem com as grandes igrejas. Hoje é dia de igreja cheia de vazio. Hoje é dia de crentes réveillon.
3. Hoje é dia de crentes afro-religiosos; crentes que se vestem branco e vão à beira da praia; crentes que dão os seus pulinhos sobre as ondas e alguns que vestem roupas íntimas de cor picante, para dar sorte no amor.
4. Mas destes aí, que eu disse acima, muitos entre eles não sabem amar. Quem faz o amor dar certo não são roupas de cores picantes ou quentes. Estes crentes que preferem a praia à alegria da oração na igreja, já perderam há muito o sentido de igreja e Reino.
5. Volto a dizer: Deus espera muito do remanescente. Os que querem agradar a Deus em todas as coisas, e em primeiro lugar, têm a promessa de que todas as coisas vos serão acrescentadas (v.33). E o que age diferente, não terá nada acrescentado, ou até o que tem lhe será tirado? (Mt 25. 28,29).
6. Acredito que tem crente que vai hoje à igreja. Eu prefiro acreditar que tem crente que vai agradecer pelo ano 2011 e suplicar por um ano 2012 feliz, na igreja. Acredito que tem muito que acredita que a oração do justo pode muito em seus efeitos; imagine um montão de justos orando juntos na igreja! Que bênção; que alegria!
7. Para os preocupados em agradar ao Senhor do Reino eu repito o que disse Jesus: “Vosso Pai celeste sabe que vocês precisam de todas as coisas necessárias para a vida” (Mt 6.32a).
8. Para não nos preocuparmos com as coisas em demasia, Jesus disse: “Não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal” (v.34).
9. Que não comecemos o ano de 2012 plantando o nosso próprio mal. Que comecemos o ano de 2012 crendo que o que precisarmos, segundo a vontade de Deus, o Senhor acrescentará.

Pr. Eli Rocha Silva
31/12/2011 – Igreja Batista em Jd Helena

sábado, 24 de dezembro de 2011

Desejo a todos os irmãos e amigos um Feliz Natal e um próximo ano cheio de realizações.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

DEUS CUIDA DE NÓS

Deus cuida de nós de modo diferenciado; Ele cuida de nós melhor que cuidamos das nossas crianças, dos nossos filhos. Nós não saímos um instante sequer do raio de visão de Deus. Deus vê de todos os lados; não há nada que Deus não veja.
É tão importante sabermos isto; é tão importante pregarmos isto; é tão importante vivermos disto.
Dois homens viveram este cuidado permanente de Deus. Cada um deles viveu os cuidados na proporção dos propósitos de Deus. Cada um deles pode verbalizar em oração o que entendia a respeito de Deus e de si mesmo.
Muitas vezes não fazemos este paralelo ‘eu e Deus’. Quando fizermos o paralelo gritaremos como Isaías: “Ai de mim! pois estou perdido”.
Parece que não gostamos de dar o braço a torcer nem para Deus; mas se dermos, Ele torce, mas Ele mesmo cura. O Profeta Oséias escreveu isto de modo glorioso: “Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele despedaçou e nos sarará; fez a ferida, e no-la atará. Depois de dois dias nos ressuscitará: ao terceiro dia nos levantará, e viveremos diante dele. Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra” (6.1-3).

I – O QUE DISSE JACÓ?

Gên 32:10 Não sou digno da menor de todas as tuas beneficências e de toda a fidelidade que tens usado para com teu servo; porque com o meu cajado passei este Jordão, e agora volto em dois bandos.

1. Jacó se coloca diante de Deus crente da sua pequenez; hoje está muito difícil crer na própria pequenez. Tem gente que só falta querer mais que ‘imagem e semelhança’ de Deus.
2. Do que Jacó não era digno? Das mesmas coisas que nós também não somos: da Sua misericórdia e da sua fidelidade.
3. Outra coisa que vemos no crente Jacó, era a crença de que era servo. Quem crê que é servo se satisfaz em servir. A relação servo-senhor nem sempre era marcada por misericórdia e fidelidade; nenhum servo cobra isso do seu senhor.
4. Deus, diferente de qualquer senhor, trata os seus servos com beneficência e fidelidade.
5. O servo que é feliz por ser servo sabe que não merece nada. De Deus é a graça, de Deus é o favor.

II – O QUE DISSE JEREMIAS?

1. Jeremias não desistiu mesmo não sendo fácil ser profeta. Os profetas modernos talvez não lembrem em nada Jeremias.
2. Muitos de nós, pastores, estão desistindo do pastorado quando ele parece não ser fácil. É verdade que existem pastorados mais fáceis que outros. Principalmente, quando o número de ovelhas com DNA de ovelha é maior.
3. Um pastor amigo nosso brincava ao falar da ovelha híbrida, aquela que não é puro sangue. Pode acontecer de ser encontrada a ovelha com rabo de cabra, casco de bode e para piorar, cheiro de lobo.
4. O ministério de Jeremias não foi fácil (Leia Jr 11.18,19; 16.1; 18.18; 26.8; 37.15). Mesmo não sendo um ministério fácil, Jeremias fez de tudo que viu e viveu na pele, um poema dividido em cinco partes.
5. Jeremias não reclamou não maldisse o seu chamado profético; ele saiu mais forte do que entrou na vida e no ministério.
6. Ele pode dizer do que sentiu: Lam 3:22 A benignidade do Senhor jamais acaba, as suas misericórdias não têm fim; Lam 3:23 renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.
7. A alma sabia muito bem que o Senhor era a sua herança a sua porção, a sua parte. Assim, colocava no Senhor toda a sua esperança: A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto esperarei nele. Lam 3:24
8. Terminamos este pequeno trecho com a palavra de Jeremias que nos dá plena confiança: Bom é o Senhor para os que esperam por ele, para a alma que o busca. Lam 3:25
9. Podemos viver na mesma confiança que viveram Jacó e Jeremias: Deus cuida de nós.

Amém

Pr. Eli da Rocha Silva
20/12/2011 - Culto no lar da irmã Dusolina

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

DIAS DE RECONCILIAÇÃO
TEXTO: 2 CORÍNTIOS 5.14-21

O Natal e o Ano Novo parecem marcar uma vida nova; temos uma sensação de término de período e início de outro. Não estou falando do calendário, mas sim de sensações internas, da psique, das emoções.
Talvez seja também o tempo de darmos um basta às coisas que precisam ser deixadas para trás, de modo que não venham a interferir no período que está próximo a ser iniciado.
Caso em não queira fazer a ruptura com o velho, estarei fadado a iniciar o novo com os velhos vícios, as mesmas intrigas e desavenças e as mesmas inimizades.
Estes últimos dias são dias de reconciliação; mas, a reconciliação não começou hoje, ela é antiga, ela é de iniciativa divina. Podemos até dizer que divinos são também os que buscam a reconciliação. Não divinos por natureza, mas divinos por retratar a imagem e a semelhança de Deus.
Temos alguns casos de reconciliações na Bíblia que mudaram a história de todos os envolvidos. Falarei apenas de dois.

I – JACÓ E SUA RECONCILIAÇÃO COM ESAÚ (GN 32.1-33.20)

1. Não vou mover uma palha para buscar reconciliação com fulano! Talvez seja esta a palavra de que sofreu quando lhe fizeram tanto mal. Na história de Jacó e Esaú, de que lado você quer ficar? Jacó aproveitou o momento de maior fragilidade de seu irmão para ficar com o que era dele (Gn 25.29-34).
2. Tendo feito o acordo sob juramento, tempos depois, de modo fraudulento, Jacó se apossa do bem comprado (Gn 27.1-29).
3. Esaú, a parte cedente do contrato de compra e venda chega logo após Jacó ter sido abençoado; queria ele também a bênção que vendera tempos antes. Mas Isaque diz que não há mais bênção (27.36-41).
4. Jacó parte para Harã para fugir da ira homicida do seu irmão Esaú. Em Harã constituiu família, ficou rico, e por fim, resolveu voltar. O triste na história: reencontrar o seu irmão Esaú.
5. Somos assim também: sofremos o trauma de reencontrar as pessoas que ferimos. Tais traumas acontecem em família, em amizades e igreja. Mas dia menos dia temos que recolocar as coisas em bons termos. Não foi diferente com Jacó. Não será diferente conosco.
6. Jacó começou a criar situações em sua mente marcada pela dívida (Gn 32. 4-8). Mas Jacó também orou a Deus; cria ele que o Senhor lhe faria bem naquelas horas de dificuldades (v.9-12). Ele não só ora por livramento, mas lembra Deus das promessas feitas a ele (v.12).
7. Podemos dizer que aprendemos com Jacó o seguinte: é preciso orar antes para depois buscar a reconciliação.
8. Depois da oração foi preciso agir; Jacó continua a jornada rumo a Esaú. Jacó sabia e sentia: Deus está comigo. E Deus foi mesmo com ele e tudo aconteceu em clima de plena harmonia. Nada lembrava as circunstâncias dos temos de desarmonia (33.1-11).
9. Não há barreira que não possa ser transposta; não há dor que não possa ser superada; não há amargura que não possa ser curada; não há inimizade ou desavença que não possa ser perdoada.
10. Estamos em dias de reconciliação.

II – A HUMANIDADE RECONCILIADA COM DEUS

1. O texto que lemos fala também de reconciliação; o pecado nos intrigou com Deus. Ficamos intrigados com Deus e com todo mundo. Quando estamos intrigados e alguém olha para nós, perguntamos com cara de poucos amigos: Tá olhando o que?
2. Deus é amor; nós somos a imagem de Deus (Gn. 1.27). O triste é que não conservamos todo esse amor; não somos tão cheios de amor assim.
3. Para o nosso bem Deus é amor. Para o nosso bem Deus não se deixou levar pelo nosso desamor. Para o nosso bem Deus tomou a iniciativa: “Tudo provém de Deus” (2 Co 5.18). Somos ruins nas tomadas de iniciativa, então: “Deus nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo”.
4. A reconciliação é traumática: de um lado a morte de Cristo, do outro, a minha luta no reconhecimento que sou pecador, e que tal morte foi culpa minha. Mas Deus considerou que devia ser assim e nos reconciliou por meio do Filho na sua carne, isto é, na sua morte substitutiva.
5. Teologicamente é dito que Deus agiu por graça para não jogar sobre a humanidade a sua ira e a sua justiça (Colin Kruse). A graça manifesta foi na carne do Filho, o que nos libertou do acréscimo da pena: “não imputando aos homens as suas transgressões” (v.19).
6. Os nossos pecados não foram somados, mas poderiam ser somados se Deus assim quisesse, mas Ele não quis que fosse assim. Significa dizer que não temos mérito nenhum em todo este acontecimento de salvação. Nós éramos na verdade pessoas que deviriam ser condenadas, mas Deus preferiu não somar as nossas transgressões, e assim, perdoá-las de fato.
7. Celebrada a reconciliação é restabelecido o relacionamento e, em lugar de ira, a paz que excede todo entendimento. Não basta dizer que houve reconciliação; é necessário que a paz celebrada seja verificada por atos.
8. Para nós, a reconciliação promovida por Deus nos tirou do inferno, a casa que nós mesmos íamos preparando; para nós, a reconciliação promovida por Deus nos coloca na casa de muitos aposentos preparada pelo próprio Senhor (Jo 14.2).
9. Estamos em dias de reconciliação.

CONCLUSÃO
Deus trabalhou para que Jacó tivesse um excelente encontro com o seu irmão Esaú
Deus trabalhou para que nós tivéssemos um excelente encontro com Ele através de Jesus o Seu Filho.
Estamos em dias de reconciliação. Por que deixar para amanhã o que você precisa fazer hoje!?
Amém

Pr. Eli da Rocha Silva
18/12/2011 – Igreja Batista em Jd Helena

sábado, 8 de outubro de 2011

QUE DEVO FAZER PARA IMPACTAR A VIDA DE OUTROS
Atos 17.6b

I – SABER EM QUEM SE CRÊ

1. Quem não sabe em quem crer não pode impactar ninguém. Não estou falando daqueles que crêem em alguém ou alguma coisa; estou falando dos que dizem que crê, mas ficam tomados de dúvida diante dos que lhe questionam a própria fé.
2. Disse Paulo: Eu sei em quem tenho crido. Saber em quem se crê: este é o primeiro passo para impactar outros.
3. O carcereiro de Filipos precisou para crer para ser salvo, e consequentemente, proporcionar que a salvação chegasse aos seus (Atos 16.27-34).
4. O alto oficial de Candace, etíope, teve que declarar primeiro a sua crença para depois ser batizado. Não qualquer crença, mas a crença Naquele que foi o motivo do diálogo, a partir do profeta Isaías (At 8.36-37).
5. Característica notável em quem crê foi demonstrada pelo novo crente e novo batizado: “Foi seguindo o seu caminho, cheio de júbilo” (v.39b).
6. Quem sabe em quem crê professa a sua fé com alegria, porque, “não pode ser triste o coração que ama a Cristo”. E ainda, “a alegria está no coração de quem já conhece a Jesus”.
7. Se você pretende impactar pessoas que estão ao seu redor, saiba em Quem você crê e, viva a vida cristã com alegria.

II – TER DISPOSIÇÃO PARA TESTEMUNHAR

1. Testemunhar nem sempre é falar; testemunhar pode ser só viver o que se crê. A nossa vida cristã pode chamar a atenção dos outros sobre nós; surge daí uma possibilidade.
2. Disposição pode ser vista em dois sentidos: disposição como ânimo, entusiasmo e boa vontade. Mas também podemos considerar a disposição em relação ao nosso tempo. Quando de tempo eu quero deixar à disposição para testemunhar?
3. Pode acontecer de sermos empurrados para a disposição, seja de ânimo ou de tempo. Não sei em qual situação estavam os crentes de Jerusalém, só sei que eles foram empurrados para testemunhar, e fizeram isso com ânimo e disposição (Atos 8.1, 4-8).
4. Não sei o que está acontecendo com alguns de nós: falta tempo ou ânimo? Faltando tempo ou ânimo, isso pode ser resolvido com algumas injeções de horas com Deus e de organização. O problema quando é falta de vida; aí, só nascendo de novo da água e do Espírito.
5. Talvez precisemos entender que testemunhar não é opção, e sim obrigação daqueles que foram chamados para serem crentes. Jesus disse aos discípulos que eles seriam testemunhas: ser testemunha fazia parte do chamado de cada um deles. Jesus disse aos discípulos: “Indo, façam discípulos em todas as nações”. O Mestre não perguntou se eles estavam dispostos ou se queriam ir ou não; eles deveriam ir aos novos campos (Mt. 28.19).
6. Assim, todo crente pode testemunhar indo a novos campos ou ficando nos campos onde já estão instalados (não acomodados!): vizinhos, família, colegas de trabalho e escola.
7. Se você pretende impactar os que estão ao seu redor, crie situações para testemunhar.


III – VIVER NA TERRA O QUE ESPERAMOS PARA O CÉU

1. Soa esquisita a expressão ‘viver na terra o que esperamos para o céu’. Talvez não seja tão esquisito assim. Um teólogo diz que vivemos o ‘já, mas ainda não’.
2. É verdade que no céu teremos corpos glorificados; tudo que sofremos aqui neste mundo, em termos de tentação e sofrimentos físicos, não será nem mera lembrança.
3. Mesmo não sendo possível viver aqui o que será lá, Paulo diz que é possível vivermos a vida daqui, na expectativa da que é de lá (Col 3.1-4). Ele diz também que haverá uma mudança naqueles que pautaram a vida daqui pela de lá (v.4).
4. Diante da proposta paulina, entendemos que se quisermos impactar a vida dos outros, não podemos viver a vida daqui com os conceitos só desta vida. O cenário da vida daqui é de luta e provação. Por isso Paulo mesmo diz: “Fazei morrer a vossa natureza terrena” (v.5).
5. “Se quisermos impactar”. O problema é que nem sempre queremos impactar os outros; ou no mínimo, não temos esta preocupação e não encaramos como obrigação.
6. Mas, não tem como, não há escapatória: de alguma forma os outros serão impactados por nós. Alguns serão impactados de forma muito negativa; e nos acusarão dizendo: ‘Eu hein! Ser crente desse jeito?’. E não adianta dizermos: “O que pensam de mim não interessa!”. Pior que interessa sim; Deus nos chamou para uma vida de testemunho.
7. O nosso testemunho é definido pela vida que almejamos no ‘ainda não’, no céu que ainda não chegou e nele ainda não chegamos (Jo 14.3; 1 Ts 4.17).

CONCLUSÃO

Se nós pretendemos impactar pessoas que estão ao nosso redor, precisamos saber em Quem cremos.
Se nós pretendemos impactar pessoas que estão ao nosso redor, precisamos viver a vida cristã com alegria.
Se nós pretendemos impactar pessoas que estão ao nosso redor, precisamos viver aqui como se lá estivéssemos


Pr. Eli da Rocha Silva
09/10/2011 I B Jd. Helena - Itaquera